Na contra-mão do turismo
Há já muito tempo que Poços de Caldas carece de profissionalismo em suas atividades turísticas. Embora tenhamos tudo a nosso favor – belezas naturais e natureza privilegiada, infraestrutura básica, águas termais de fama nacional e internacional, índices de IDH dos melhores do país – a cidade não consegue competir com estâncias bem menos privilegiadas como Campos do Jordão e Gramado, além de outras que já despontam por aí, cientes da importância do turismo para alavancar seus orçamentos anuais.
Agora mesmo acabo de chegar da cidade de Gramado, e em entrevista com o prefeito Pedro Bertolucci fico sabendo que a pequena cidade da Serra Gaúcha, com apenas 31 mil habitantes, arrecadou com o turismo no ano passado, 2,5 milhões de reais.
Mas a cidade tem excelente rede hoteleira (141 hotéis e pousadas com 9.269 leitos); 112 bares e restaurantes, um povo hospitaleiro, criativo e qualificado, 02 Centros de Convenções com 3.500 m2 de área, e faz parte da “Região das Hortênsias Convention & Visitors Bureau”, que trabalha na captação de eventos e lota a cidade em todas as épocas do ano.
Enquanto isso, a nossa hotelaria – com algumas exceções – se apresenta como há 40 anos, sem qualquer melhoramento em sua estrutura e na própria qualificação profissional. Seus proprietários preferem investir em outros negócios, pouco se importando com a qualidade de seu estabelecimento.
Quanto aos restaurantes, pode-se contar nos dedos os que ainda sobrevivem, já que os seus maiores clientes, que pela lógica deveriam ser os turistas que aportam semanalmente na cidade, estes não os freqüentam, pois o hotel que os hospedam, traz incluído erroneamente na diária, o almoço e jantar.