Ônibus de turismo estacionam
no centro da cidade
Moradores da área central continuam indignados com a presença de ônibus de turismo estacionados em frente de suas residências, atravancando toda a rua e sujando o local, principalmente nos fins de semana.]
O problema é antigo e chegou a ser solucionado na gestão do ex-prefeito Luiz Antonio Batista que sancionou a lei que confinava esse tipo de veículo no Terminal Turístico e Rodoviário.
Na época, os ônibus entravam no centro só para deixar os turistas nos seus respectivos hotéis e retornavam ao Terminal, onde havia – e há – um amplo estacionamento para eles. Só retornavam à cidade no dia de volta às suas cidades.]
Esse sistema funcionou por algum tempo, até que outras administrações, com a conivência do serviço de trânsito e da própria polícia, começaram a afrouxar a lei, e permitir o retorno desses ônibus. Atualmente, não há ninguém que os fiscalize, e o trânsito na cidade que já era ruim, virou um caos.
E por falar em trânsito
O caos está se estabelecendo diariamente, nas horas de pico, na avenida João Pinheiro. A avenida - que liga os bairros da zona oeste, as fábricas instaladas no Bortolã - é a principal via de acesso à cidade de veículos de carga e de turistas que chegam do Estado de São Paulo. Ela já não suporta o peso de seu trânsito.
Todo esse trânsito converge para duas opções: à esquerda, para a avenida Francisco Sales e suas transversais, e à direita, a mais congestionada, à rua Junqueiras, que dá acesso ao centro propriamente dito e aos principais bairros em direção à Alcoa e a cidade de Andradas.
Já houve uma proposta de um ex-secretário de se construir um túnel iniciando na antiga Fepasa e terminando fora do centro da cidade. Disseram que ele estava louco. Eu sinceramente acho que não. Outra opção seria um elevado. Como já é comum nas cidades de porte médio do Estado de São Paulo. E como sempre diz o Chico Formoso: “Quem viver, verá!”
Finalmente, donos de jornais reconhecem
a ameaça da panfletagem
Esta coluna já comentou por várias vezes o aumento significativo de pessoas que fazem entrega de panfletos nas ruas centrais da cidade. Além de perturbarem, ainda ocasionam o “emporcalhamento” das ruas e calçadas, já que a grande maioria que os recebe, jogam ao chão.
Esse tipo de panfletagem é prejudicial a toda à mídia local. Ao se abrir os jornais diários locais, observa-se que, cada vez mais é menor o número de anunciantes em suas páginas. Os jornais – que efetivamente recolhem seus tributos para seu funcionamento, pagam aluguel e mantém uma equipe de funcionários - estão sendo prejudicados por essas pessoas que fazem esse tipo de serviço em troca de míseros reais.
Numa reunião de jornalistas acontecido na semana passada, cujo teor não tinha nada a ver com o problema, um dos proprietários de uma revista colocou o assunto em pauta, e disse da necessidade de discuti-lo noutra oportunidade.
Também já me informaram dos preços praticados na rede televisiva local. Se comparados com a mídia impressa, em muitos casos é muito mais barato anunciar nelas. Ao final, o que se observa são programas até interessantes para o tele-espectador, mas que se tornam cansativos, em virtude da grande quantidade de anunciantes entre um bloco e outro. É uma pena!