Marrakech - o que ver, e apreciar...
Já o poeta português Fernando Pessoa, num de seus livros afirmava que Marrakech era a “Rosa do Deserto”. “Marrackech move-se ao ritmo de Djema El Fnaa. Tudo nela apela aos despertar dos cinco sentidos. O som, os sabores e aromas, o burburinho constante dos comerciantes e clientes (de tudo se vende aqui), estridentes tambores e cornetas que embalam os dançarinos, das serpentes encantadas pela flauta, os pequenos restaurantes de rua que inundam de aromas a atmosfera circundante que podem durar dias ou mesmo semanas”. (na foto, a famosa porta Bab Aguenaou, do século 12)
Marrakech é uma das cidades mais importantes do Marrocos. Fundada pelos almorávides no século 11, é um excelente pólo de atração turística do país, compreendido entre os picos do Atlas, recoberto de neve tanto na primavera como no inverno, e o deserto do Saara.
A cidade é a grande metrópole – hoje com cerca de 4 milhões de habitantes – que conserva em toda sua pureza original, a estrutura medieval da época de sua fundação. Grande parte de sua riqueza arquitetônica data da época dos almohades e dos saadies.
A construção da Mesquita de Koutoubia, com seu célebre minaretedo século 12, de onde se vê os arredores, é o marco principal das atrações turísticas. Ali perto pulsa o coração da cidade, em Djema El Fna, praça irregular no centro da Medina, que se torna uma festa toda noite, com músicas, contadores de histórias, acrobatas, videntes e encantadores de serpentes que promovem entretenimento, não somente para turistas mas também para os próprios marroquinos e tribos berberes da cadeia de montanhas do Atlas, que descem para a cidade para passar a noite. Há também várias barracas com lugares para se sentar nessa praça, considerado o maior restaurante a céu aberto do mundo.
Proporcionalmente ao tamanho da cidade, não há muitos lugares para se visitar na cidade. Em poucas horas você conhece os marcos principais e ainda sobra tempo para dar uma volta pelo souk.. Na Medina, não perca o Saadian Tombs do século 16 (Rue de Kasbah); as ruínas do PalácioBadii ali perto (Place des Ferblantiers); o KoubbaEl Badiyin (Place ben Youssef), o prédio mais antigo de Marrakech; e o Ben Youssef Medersa (Place ben Youssef), uma escola do Alcorão datada do século 14.
Outra atração imperdível são os souks – um denso emaranhado de ruas apinhadas com centenas e mais centenas de pequenas lojas que vendem tapetes, chinelos, tecidos, peças de madeira e metal, além de imitações dos mais atuais itens de design. Também vale a pena visitar os Jardins Majorelle, na Cidade Nova construída pelos franceses, onde a vegetação exótica é pano de fundo para o vibrante “azul Majorelle” – uma cor em homenagem ao artista que criou o tom de azul e o jardim. Hoje pertencem à Yves St Laurent.
Alguns palácios e monumentos são importantes para se conhecer a história de Marrakech, A porta de Bab Aguenaou, do século 12, o Palácio da Bahia, com seus maravilhosos jardins e as fontes de Mouazin y. o Museu de Arte Marroquino (construído em 1900 e que se tornou residência dos chefes da região e restaurado em 1932) o Jardim de Menara e as Tumbas dos Saadianos.