Istambul - uma curiosidade na rua dos pedestres
Nestes cinco dias e quatro noites que estivemos em Istambul, foi possível visitar as suas principais atrações turísticas. Hospedados no privilegiado bairro de Taksim, na parte alta da cidade e onde tudo acontece, dali tínhamos acesso fácil a tudo.
Pelas ruas movimentadas, caminhamos em direção ao Chifre de Ouro, famoso bairro e onde se concentra a maior parte dos monumentos, chegamos à famosa avenida de pedestres Cad Istiklâl, principal artéria de comércio de Istambul, e cuja marca registrada é o simpático bondinho vermelho (a tarifa é 1 lira por pessoa) que circula de uma extremidade a outra da longa avenida.
O bonde parte da praça Taksim com seu ponto final no Tünel, onde está uma das curiosidades da cidade: um dos mais antigos metrôs do mundo, construído pelos franceses em 1873, constituído de um único vagão preso a um cabo de aço e uma única estação que permite descer rapidamente de Beyoglu (Pera) ao bairro portuário de Karakoy. Depois de um minuto de viagem, já se está na orla. O local é muito frequentado, tem um ambiente animado e ali se encontram numerosos restaurantes especializados em peixes.
As atrações principais da cidade
A Turquia é a única democracia muçulmana do planeta, que atinge cerca de 95% da população, e que preserva suas tradições e se esforça para mostrar à União Européia que a religião não influi na sua política e economia. Grande parte das mulheres, de formação religiosa mais arraigada, ainda se cobrem com véu e trajes escuros, típicos da religião. As mais jovens parecem se adaptar mais rapidamente aos costumes ocidentais, com vestimentas mais claras e modernas.
E foi isso que presenciamos ao caminharmos pelas ruas até a Mesquita Azul, um dos monumentos mais conhecidos do mundo islâmico onde os turistas de todas as partes do planeta se misturam à população local sem qualquer forma de curiosidade ou constrangimento.
A Mesquita Azul foi desenhada pelo arquiteto Mehmet Agá com o esmero de um ourives e concluída em 1616. A entrada principal fica junto ao Hipódromo da época romana, a poucos passos dali. Ela se destaca por ser a única mesquita com seis monaretes e suas paredes são adornadas com vinte mil azulejos de Iznik. Seu interior é iluminado por 260 vitrais e sua cúpula tem 43 metros de altura.
A poucos passos da mesquita, encontramos dois monumentos que fazem parte do antigo Hipódromo Romano. Construído no final do século 2 pelo imperador Septimio Severo, o local só chegou ao seu apogeu sob o imperador Constantino, o Grande. Durante o Império Romano, o Hipódromo foi um centro de recreação, festejos, esportes e grandes manifestações populares até o século 10.
Na sua parte central estão o Obelisco Egípcio, (foto acima) que foi colocado diante do templo de Karnak, em Luxor pelo faraó Tutmes II, em comemoração à grande vitória de seu exército na Mesopotâmia. Depois ele foi transferido para o Hipódromo de Istambul. Além dele, há no mesmo local, a Coluna de Canteria e a Coluna Serpentina, esta composta de três serpentes enroladas entre si, com as cabeças sustentando uma caldeira de ouro. Também na praça, a Fonte Alemã, em forma octogonal com uma cúpula, recebida como presente do imperador alemão Guilherme II ao sultão turco e à cidade de Istambul.