Dijon - a capital da Borgonha, é também conhecida como a "capital da mostarda"

A cidade francesa de Dijon, capital da Borgonha, como tantas outras européias, teve sua origem num acampamento romano de nome Divio que, graças a sua posição geográfica, passagem para o norte, Paris e a região mediterrânea, expandiu-se ao longo do tempo.

Essa região tornou-se em 1015 até o século 14, propriedade dos Duques de Borgonha, e em 1477, com a união do ducado à coroa, Dijon passeou a ser sua capital, lugar de muita riqueza e poder, e um dos grandes centros de arte, cultura e ciência da Europa.

Dijon foi preservada da destruição de várias guerras, como a Guerra Franco-Prussiana de 1870. Na parte histórica da cidade encontram-se muitos edifícios e casas construídas de madeira desde o século 12, que se encontram até hoje em bom estado de conservação. Um dos exemplos é a famosa cripta da Catedral de Saint-Bénigne, com mais de mil anos.

Dijon – para se ver, e jamais esquecer

Decididamente, não foram a “mostarda de Dijon”, e nem os “vinhos de Borgonha” que nos atrairam à bonita cidade francesa. Na realidade, pouco sabíamos de sua história, de seu passado rico em cultura e arte, de suas igrejas e catedrais em estilo gótico, renascentista e capetiano – este em homenagem aos treze reis da França, os Capetos, que reinaram de 996 a 1328.

Na verdade, havíamos deixado Lausanne, na Suíça, e seguíamos a caminho de Paris, numa viagem confortável de trem, num moderno TGV, quando decidimos fazer uma parada para conhecer rapidamente Dijon. Só que esta simples parada, acabou se estendendo por três dias e três noites, e mais se pudéssemos não fossem nossos compromissos já agendados na capital francesa.

A bonita estação ferroviária já nos surpreendeu. Modernizada nestes últimos anos, ela foi certamente o pólo de desenvolvimento de toda aquela região da Borgonha. Por ali devem ter passado milhares de pessoas vindas de todas as partes da Europa, seduzidas por suas riquezas e atrações culturais.

Ao sairmos pela sua porta principal, pudemos observar ao seu redor, prédios majestosos, modernos e antigos, próprios das principais cidades européias. Nada de táxi. A cidade estava logo ali, a nossa frente. Arrastamos facilmente as malas pela praça da estação e logo estávamos numa das principais avenidas. De ambos os lados, hotéis e restaurantes de todas as categorias. Entramos no Le Jura, um simpático hotel três estrelas que logo nos encantou pela sua decoração, singeleza de seus confortáveis apartamentos e pela hospitalidade de seus funcionários.

Foi a conta de deixarmos a bagagem no quarto e já estávamos a caminho da Place Darcy, com sua Porte Guillaume, o belo portal no estilo do Arco do Triunfo de Paris, na entrada da “velha Dijon”, onde certamente a cidade nasceu, e onde tudo começou.

Meu relógio marcava pouco mais de 15 horas. Uma chuvinha fria caia naquele momento. Protegidos uma vistosa sombrinha comprada por Lurdinha na chuvosa Lausanne, começamos a desvendar a pé, todo o charme e o glamour da parte histórica de Dijon.

 

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