Bancos precisam se adaptar urgentemente

Este colunista presenciou dia destes a situação incômoda por que passou uma senhora, cliente de um determinado banco local, quando na fila – talvez aguardando sua vez mais tempo que deveria - começou a sentir-se mal, dirigindo-se às pressas em direção a uma das cadeiras vagas localizadas ao lado dos caixas.. Socorrida por algumas pessoas, também clientes do banco, uma delas chamou o SAMU, que em poucos minutos chegou para socorrê-la. Mas, enquanto esses profissionais não chegavam, ela teve ânsias de vômito. Preocupada com o que poderia acontecer, ela mesmo olhou por todos os cantos do banco e não viu nada que se parecesse com uma sala destinada a um sanitário. E não deu outra... Ali mesmo ela fez o que qualquer pessoa faria...

Sanitários – uma exigência do PROCON?

Esse fato deixou-me indignado. Após ser atendido por um dos caixas, dei uma volta pelo salão e, como ela, não vi nenhuma placa, menor que fosse, indicando a existência de um sanitário. Só depois de consultar um dos funcionários, aliás, uma “gerente de contas”, é que ela me informou que, num cantinho à direita, nos fundos do salão, havia um sanitário, particular ? ou para “clientes especiais”? Escondidinho! Pobres clientes !

Até reconheço que seria prejudicial ao estabelecimento bancário manter em suas dependências uma área para esse fim, aberta para todos, sem distinção, como existe em restaurantes nas principais rodovias. Mas por que não restringir seu uso aos clientes portadores de um cartão magnético, como é feito para a utilização dos caixas eletrônicos?

Certamente que, como tudo que se utiliza numa agência bancária, creio que até o ar condicionado que se respira é pago, seria debitado na conta do cliente.

Está aí um assunto polêmico, que ninguém ousa discutir!

No Paraná, já existe lei sancionada pelo governador

Enquanto isso, parece que no Paraná, especialmente em Curitiba e em cidades com mais de 50 mil habitantes, o deputado Mauro Moraes conseguiu a aprovação da lei nº 14.856, e que foi sancionada pelo governador, que obriga as agências bancárias a disponibilizar sanitários aos seus clientes. Na apresentação do projeto, o deputado justificou o pedido, baseando-se no tempo gasto nas filas e na necessidade de os bancos oferecerem juntamente com os equipamentos de alta tecnologia, um atendimento mais humano. Segundo ele “os altos lucros dos bancos permitem que estas empresas possam bancar os custos de sanitários sem prejuízos aos seus cofres já abarrotados de dinheiro”.

 

 

 

 

Redação: Av. Francisco Salles, 810 sala 204 - CEP: 37701-013
Poços de Caldas - MG - Telefax: 35-3721-8218
Copyright (c) 2008.
Jornal Brand-News