Atenas, uma cidade cultural

 

Atenas é tradicionalmente o grande centro cultural da Grécia e tem por isso a maior importância turística no país.

O Parthenon, ou templo de Atenas, é a mais famosa obra de arquitetura grega, construída entre 447 e 434 a.C., época de Péricles. Ao complexo do Parthenon pertencem duas outras obras primas, os Propileus, construídos por Mnésicles, e o Erectêion, que se encontram em ruínas. Outras ruínas importantes são as do Templo de Zeus (séc. 5 a.C.), o Templo de Teseu (foto) e o Teatro de Dionísio, do mesmo século.

O centro de Atenas - constituído pela praça Syntagma (Praça da Constituição), local do antigo Palácio Real do Parlamento Grego e outros prédios públicos do século 19 – concentra a maioria das partes antigas da cidade, dos monumentos clássicos e bizantinos, todos ao redor, e da Praça Omania e Cerâmico.

Entre a Acrópole (Parthenon, foto) e o centro está o bairro mais antigo, Plaka, com ruas estreitas e tortuosas. Nas suas imediações, no sopé do Licabeto, perto do Palácio real e do Jardim Nacional, estão os bairros das classes abastadas, cortados por largas avenidas arborizadas ocupando a parte leste da cidade.

A história de Atenas está ligada à história do helenismo contemporâneo. A participação da Grécia na Primeira Guerra Mundial trouxe um êxodo do helenismo da Ásia Menor no ano de 1923. Quase um milhão e meio de refugiados inundou Atenas e o país, ocasionando perturbações sociais para os habitantes da cidade. Durante a ocupação alemã (1940/44), a cidade viveu condições insuportáveis com a imigração interna, aumentando os problemas já existentes. Depois de um novo período de ditadura (1967/74) e da abolição da monarquia, a democracia restabeleceu-se na Grécia, exatamente no lugar onde a viu nascer.

Acrópole – o símbolo de Atenas

Acrópole, o impressionante ro-chedo com 156 metros de altura, de declives íngremes e um único acesso, é a própria história de Atenas.

Habitado pela primeira vez no período neolítico (3.000 a.C.), é o símbolo universal da arte e dos valores da civilização helênica que agrega num só lugar, num espaço bastante restrito, um elevado número de obras-primas de valor inestimável.

No decorrer dos séculos, tornou-se ponto de referência, lugar de culto e uma fortaleza inexpugnável, não obstante as mudanças políticas, sociais e religiosas que se sucederam.

No século 5 a.C., Péricles iniciou propriamente dita suas construções, com a finalidade de mostrar ao mundo o seu poderio e a importância de Atenas. Ele entregou o projeto à artistas da época, como Fídias, Menésicles, Ictino e aos próprios atenienses. Os velhos monumentos criaram vida, principalmente o Parthenon, o maior deles, o templo dedicado à deusa Atena.

Essas obras são interrompidas com a derrota de Atenas na guerra do Peloponeso. As sucessivas guerras transformaram Acrópole em ruínas.

A Acrópole conservou-se intacta durante o período romano, sendo acrescentada unicamente de um pequeno templo circular dedicado à Roma e à Augusto. Mas em seguida, a difusão do cristianismo e a proibição do culto pagão, privaram a Acrópole de seu patrimônio artístico, e muitas de suas obras desapareceram, e seus templos transformados em igrejas cristãs. Já em 1205, com a ocupação de Atenas pelos Francos, o Parthenon foi transformado em catedral católica, e os Propileus em palácio do príncipe latino.

Por volta de 1456, conquistado pelos turcos, o Parthenon foi transformado em mesquita e o Erecteu num harém do Paxá de Atenas. O saque dos monumentos no bombardeio de 1687, a apropriação de obras de arte pelo embaixador inglês em Constantinopla em 1800, fizeram da Acrópole, as ruínas que o mundo atualmente admira. Muitas dessas obras encontram-se agora em Londres, onde constitui uma das coleções mais importantes do British Museum.

A Ágora antiga

A Agora era o mercado de Atenas antiga e o principal ponto de encontro dos cidadãos atenienses.

Sócrates sempre dava um passadinha por lá para falar de filosofia.

Situada ao sul da Acrópole, era uma praça repleta de colunatas e templos. As principais ruas cruzavam a Agora de modo que, a partir de seu meio, onde se encontrava o altar dos 12 deuses, as distâncias eram calculadas. Nos pórticos, os atenienses discutiam política, faziam negócios e ouviam filosofia.

Sócrates, Zenon e Diógenes lá difundiam suas idéias. Foi ali que, por volta de 50 a.C. o apóstolo Pedro procurou difundir o cristianismo.

 

 

 

 

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