Zona Azul – mais uma vez com
problemas e prejuizos

Como diria meu amigo japonês, Tanakara, “Nada como um dia após o outro”. Essa frase me faz lembrar da concessão de direitos para a exploração da Zona Azul na década de 80, pela Prefeitura, a este jornalista quando então presidente do Lions Club e da Guarda-Mirim, entidade fundada em prol do menor carente. A concessão foi referendada pelo então prefeito Sebastião Pinheiro Chagas e aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores da época A renda da venda dos cartões – subtraída as despesas de administração - seria destinada ao menor carente, com finalidades educacionais e de amparo à família. Todos os guardinhas com carteira assinada.

Novidade para a época: tirar quarenta menores das ruas, livrá-los das drogas, encaminhá-los à escola e dar-lhes a oportunidade de um emprego, sem qualquer trabalho e custo financeiro à administração municipal. Uma fórmula que parecia ser perfeita...

Os guardinhas que se danem...

Mas a medida frustrou as pretensões de alguns comerciantes e hoteleiros que, a partir de então, não mais poderiam deixar os seus carros estacionados o dia todo defronte à sua empresa, ou ao seu hotel. Eles teriam que, como os demais, comprar o cartão, e permanecer estacionados não mais que duas horas.

Inconformados, e com a anuência de parte da imprensa local, procuraram desestabilizar a entidade, inclusive subornando os guardinhas, até que, algum tempo depois, juntos com alguns membros do Sindicato de Hotéis, os comerciantes que se julgavam “prejudicados”, resolveram entrar com um Mandado de Segurança contra a entidade para caçar a concessão, e com isso acabar com a cobrança e fechar as portas da Guarda Mirim. O que evidentemente, nunca conseguiram. Mais tarde, para surpresa geral, a própria ACIA se viu interessada em administrar a Zona Azul, o que vem fazendo até os dias de hoje.

Zona Azul – se não acabou, está por um fio

Há já quase dois meses que se observa a redução do número de funcionários da ACIA – Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Poços de Caldas, em suas funções de administrar a Zona Azul. De um quadro de 75 guardinhas, no momento está com 40 . Para tentar sobreviver, os talões de estacionamento agora são encontrados em algumas lojas e bancas de jornal. O prejuízo acumulado pela entidade já passa de R$ 100.000,00. E o pior é que o convênio entre a Prefeitura Municipal e a Polícia Militar ainda não foi renovado. Com isso, a PM que deveria ajudar a fiscalizar não só o trânsito, como o estacionamento irregular nas vagas da Zona Azul, não comparece.

Relembrando - Como disse acima, a ACIA, então dirigida pelo Sr. Waldir Miguel foi, na época, contra a cobrança da Zona Azul pela Guarda Mirim, alegando “inconstitucionalidade”. Anos mais tarde, depois que a Guarda Mirim procurou outros caminhos para os menores, a ACIA ganhou o direito de administrar a Zona Azul. Mas pelo jeito, não conseguiu resolver o problema do estacionamento rotatório na cidade. O motorista, embora deva, paga se quiser.

E o pior é que a ACIA não tem mais interesse e espera que outras entidades – que não sejam de fora – assumam essa tarefa. É uma pena!

 

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