San Gimignano
Ao contrário de minha mulher, que me acompanhou nesta viagem à região de Toscana, nunca fui adepto de visitar salões de arte, palácios e museus, conferir as obras expostas em caves escuras ou salões monumentais, muito menos admirar pinturas de renomados artístas. Às vezes admiro o trabalho, mas não me surpreendo!
Sou mais para o modernismo, obras virtuais, salões com alta tecnologia, nus artísticos, nada de gordos.
Mas desta vez, confesso que me surpreendi com o acervo monumental de obras expostas em igrejas e palácios de cidades como Florença, e de seus pequenos burgos situados a não mais que 80 quilômetros de distância, como Arezzo e Siena, cuja matéria será publicada na próxima edição.
Como todo brasileiro que se deliciou com as paisagens da novela global, San Gimignano, na província de Siena, foi a cidadezinha que mais me entusiasmou. Uma pequena vila medieval, com seu centro histórico todo amuralhado e com uma população fixa de pouco mais de 7 mil pessoas. Ela é caracterizada por suas inúmeras torres. Foram, no passado, 72 torres. Hoje existem 14 delas, que se pode ver, entrar e admirar.
Como toda cidade da época, o seu centro nervoso tem o seu Duomo, a sua Catedral. Chamada de Collegiata, é a principal igreja de San Gimignano, situada na Piazza del Duomo.
Bem próximo está a Piazza della Cisterna, uma das mais bonitas e movimentadas da cidade e o Jardim, de onde temos uma linda vista panorâmica.
O turismo impulsionou a pequena cidade, que se apresenta em todas as épocas do ano com ruas repletas de turistas, comprando nas lojas de produtos artesanais, vinhos da melhor qualidade. A cidade também possui bons restaurantes.
Pra quem gosta de vinho deve provar o vinho branco Vernaccia di San Gimignano, típico da região. A sorveteria Gelateria della Piazza ( http://www.gelateriadipiazza.com/) ganhou prêmios como a melhor sorvete do mundo.
Tem origem no século 10 e tem o nome do bispo de Modena, S. Gimignano. Em 1199, tornou-se um município livre e lutou contra os Bispos de Volterra e dos concelhos limítrofes. Devido ao poder de lutas internas que eventualmente dividido em duas facções uma chefiada pela família Ardinghelli (guelfos) e os demais pela família Salvucci (Ghibellines).
Historia
A pequena vila toscana de San Gimignano, situada no topo de uma colina, com uma paisagem lindíssima e férteis campos agrícolas ao seu redor, tem origem no século 10 e leva o nome do bispo de Modena, S. Gimignano.
Em 1199, tornou-se um município livre e lutou contra os Bispos de Volterra e dos concelhos limítrofes. Devido ao poder de lutas internas que eventualmente aconteciam, foi dividido em duas facções: uma, chefiada pela família Ardinghelli (guelfos) e os demais pela família Salvucci (Ghibellines).
Conta a história que as duas famílias rivais (os Ghibellines e os Guelphs) entraram em "guerra" e queriam ter o poder e o prestígio destas terras. Como demonstração de poder e fortuna pessoal começaram a construir torres para ficarem mais altos do que os outros, sendo cada nova torre mais alta do que a anterior. As torres não tinham qualquer utilidade para além de servirem de demonstração de poder e supremacia face aos demais. Ano após ano foram construindo torres cada vez mais altas com as rudimentares técnicas de construção da Idade média.
No seu período aureo, San Giminiano tinha dezenas de torres, tendo a mais alta 54 metros (equivale a um prédio de 18 andares). As torres eram tão altas que os primeiros andares não tinham qualquer espaço utilizável, uma vez que a base da torre de pedra tinha de ser suficientemente forte para suportar as grandes paredes de pedra até ao topo.
Quando a vila já não tinha mais espaço para construir torres, as famílias em guerra descobriram que uma alternativa para ter a torre mais alta da vila era deitar abaixo a torre dos outros.
Muitas torres foram ao chão, outras cairam com o passar do tempo e com os terremotos.
Com a irracionalidade e a peste, San Gimignano perdeu o seu peso econômico em favor de Florença e entrou em ruína. Tudo ficou ao abandono.
Hoje, San Giminiano está recuperada e é Património Mundial da Humanidade (Unesco). Chegou a ter 72 torres, atualmente só tem 14