Rio de Janeiro – bastante, mas nem tanto...
Há já muitos anos que assisto, principalmente pela TV, às noticias – nem sempre boas – sobre a segurança no Rio de Janeiro. E nosso principal informante é a Rede Globo, no seu “famoso” Jornal Nacional, que sempre é iniciado com uma má notícia, escolhida entre as piores do dia, infelizmente.
E quanto mais cruel, horripilante, catastrófica ela é, maior ênfase é dado pelo casal 21 da poderosa emissora. Apesar de bonitinhos, ricos e continuarem a residir no Rio de Janeiro, parece que têm prazer em anunciar as coisas ruins da cidade onde residem.
Aliás, a Grande Imprensa só consegue vender jornal, e a televisão pontuar no Ibope, com manchetes estarrecedoras sobre crimes, roubos, e a tão em voga corrupção política.
E tudo começou com um governador omisso?
Nós, com mais experiência de vida, sabemos muito bem o que aconteceu com a nossa Cidade Maravilhosa, e o por que se transformou no alvo de seus detratores. É voz corrente que tudo começou quando o carioca optou por eleger o gaúcho Leonel Brizola, para governar seu Estado. E dizem que foi aí que o desastre ambiental, populacional, prisional aconteceram. Lembro-me que ele foi acusado de ter ligações com os contraventores do jogo do bicho e de ser omisso no combate ao tráfico de drogas, Essa sua atitude foi fundamental para a consolidação do crime organizado, adotando uma linha de ação na qual a polícia só poderia fazer incursões em favelas baseadas no respeito aos direitos humanos, fato que parece perdurar até nossos dias. E isso criou uma falsa imagem que a cidade é a mais violenta do mundo, prejudicando o seu povo e, principalmente o seu turismo.
Se houve conivência ou não, nada ficou provado, embora a revista Veja, em 2001 tenha veiculado matéria em que apontava que Brizola teria quadriplicado o seu patrimônio, sendo sua fortuna incompatível com os rendimentos oriundos de seu salário de governador.
Rio 2009 – nada vi, nem mesmo ouvi !
Sei que muitos vão me considerar cego, surdo e louco, mas por quatro vezes nestes últimos cinco anos tenho visitado o nosso Rio de Janeiro. Já cheguei de automóvel, de ônibus e, por duas vezes, de avião. E numa delas tive a oportunidade de passar o Réveillon – época considerada crítica e mais violenta. Assisti à queima de fogos no Méridien, retornei ao hotel Glória de madrugada. Mas até então, nada vi, nem mesmo ouvi ! Sei perfeitamente que a violência impera nas grandes cidades e o Rio não seria uma exceção.
Acredito que a cidade sofreu, e ainda infelizmente sofre, do estigma da violência implantado naquela época difícil de sua história. Ela existe sim, e está por toda parte.