Nova York - quase dez anos após os atentados terroristas, a cidade mostra sinais de plena recuperação

Chegando à Capital do Mundo

 Mais uma vez retornamos à Nova York, a “capital do mundo”. Depois de um voo de pouco mais de quatro horas, vindos de San Francisco, na costa oeste dos EUA, chegamos à Big Apple, como também é conhecida a cidade mais importante das Américas.

Já era noitinha quando chegamos ao “The Muse”, um hotel boutique da Rua 44, a poucos passos da Time Square. Após o jantar no próprio hotel – que tem um dos mais categorizados restaurantes da cidade – ainda deu tempo de caminhar pela famosa praça até a Broadway, disputando um lugar entre uma multidão de pessoas que se concentra, até alta madrugada, para curtir aquele ponto nevrálgico da fabulosa Manhattan.

A falta que as Torres Gêmeas nos faz

Já contei em edições anteriores que na ocasião do ataque às Torres Gêmeas, na manhã do dia 11 de setembro de 2001 estávamos no EUA, mais especificamente em Key West, fazendo o check-out na famosa mansão------------------transformada em “bed & breakfast”. Retornávamos ao Brasil naquele dia, não fosse a grande tragédia que abateu sobre os EUA naquela manhã. Fomos obrigados a permanecer por mais três dias em Miami, aguardando no aeroporto o primeiro voo da American Airlines partindo de Miami com destino ao Brasil. Depois disso, já retornamos várias vezes ao país e, naturalmente à NYC.

No ano seguinte aos atentados, visitamos o Ground Zero, local onde ficavam as torres e nos surpreendemos com o enorme vazio deixado pela destruição das torres e os prédios vizinhos, mais ou menos afetados pelo acidente, ainda cobertos por véus e plástico, alguns deles com uma bandeira americana sobre eles. Nas visitas seguinte, já pudemos deparar com um grande canteiro de obras naquela área da cidade. Mas, certamente, o local não será o mesmo. Sentimos a falta que as Torres Gêmeas nos faz.

Elas, mais do que sua beleza e ostentação, simbolizavam a grandeza e a importância de uma grande nação.

Gradativamente, a cidade está se recuperando de toda aquela tragédia. Mas uma coisa ficou evidente: a segurança passou a ser mais rígida e controlada, como também se verificou um melhor comportamento por parte dos americanos, que se mostram menos prepotentes e mais humanos. Dá até para se dizer que a cidade, antes frívola e materialista, hoje, após os atentados, é certamente uma metrópole humanizada pela dor.

 

 

 

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