Liubliana – A descoberta de uma linda cidade
Numa das viagens mais interessantes pela Europa, tive a oportunidade de conhecer a bonita – mas pouco conhecida – Liubliana, a capital da Eslovênia.
Depois de alguns dias em Veneza, já cansado de perambular pelos seus becos e canais, na estação ferroviária observei que na sua placa de destinos e horários havia a indicação de um trem que sairia no final da tarde com destino a Eslovênia. Um país exótico para mim e a somente pouco mais de três horas de viagem.
Após o check out no hotel, como bom mineiro já estava com vários minutos de antecedência embarcando no bonito e confortável trem Eurocity Casanova – uma cópia quase fiel de um TGV – com destino a Liubliana. Mais tarde fiquei sabendo que as autoridades desse país, após a separação da Iugoslávia, formando a República da Eslovênia, havia decidido partir para a exploração do turismo, oferecendo boas condições de transporte aos visitantes e transformando Liubliana numa das atrações do país.
Uma pequena história
Liubliana – cuja grafia original é Ljubljana – e que também, sob o domínio romano se chamou Emona, sempre teve uma posição geográfica privilegiada, já que é a porta de entrada da Europa Central para o Mediterrâneo, os Bálcãs e para o Leste Europeu. Daí a razão de ter sido frequentemente invadida na época dos bárbaros, celtas, romanos, entre outros.
Foi somente no final da Idade Média que a cidade assumiu o papel da capital da Eslovênia.
São desta época os artistas France Preseren e Ivan Cankar, figuras importantes na luta pela liberdade política e cultural do país. É também dessa época que foram fundadas várias academias científicas moldadas nos exemplos italianos, que atraíram filósofos, teólogos, físicos e músicos de todas as partes do mundo.
De 1809 a 1813, sob o domínio de Napoleão Bonaparte, Liubliana tornou-se também a capital de toda a província Illyriana, que abrangia toda a região, chegando até Dubrovnik, na Croácia.
Liubliana experimentou dois grandes terremotos. O primeiro, em 1511, e o segundo, em 1895, quando praticamente toda a cidade foi destruída.
A sua reconstrução deu a ela uma imagem mais contemporânea, acrescentando muitas obras em Art Nouveau e arquitetura barroca. A Primeira Guerra Mundial quebrou a dinastia dos Habsburgos, desintegrando a Áustria e a Hungria.
Num referendo nacional acontecido em dezembro de 1990, os eslovenos votaram por sua independência e soberania, e no dia 25 de junho de 1991, foi proclamada a República da Eslovênia. A partir desta data, Liubliana tornou-se a capital do novo Estado e coração político, econômico, cultural e científico da nação eslovena.
Outra data importante para a cidade foi o acesso da Eslovênia à União Européia, em 1º de maio de 2004.
Liubliana – há muito o que ver...
Caminhando ainda pelo Centro Histórico, encontramos o Palácio do Bispo (Skofijski Dvorec), em estilo renascentista, que tem as mais belas e restauradas arcadas barrocas da cidade.
Construído em 1512 e restaurado no meio do século 17, é atualmente a sede da Diocese Católica Eslovena. Ele recebeu – entre as mais importantes autoridades – a visita do Papa João Paulo II em 1996.
A Ponte do Dragão (Zmajski Most) está próxima ao Mercado, e foi construída em 1901, ao lado da primitiva ponte de madeira.
Construída em estrutura de concreto e ferro, é considerada uma das primeiras desse tipo na Europa. Ela foi decorada com quatro estátuas de dragões pelo aluno do famoso escultor Jurij Zaninovich.
Mas a atração principal de Liubliana é, sem dúvida, o seu Castelo (Ljubljanski Grad), situado numa colina debruçada sobre a cidade velha. Escavações provaram que a colina foi fortificada a princípio, pelos celtas e illyrianos, e que os romanos tiveram um posto militar naquele local.
Embora suas origens remontem ao século 9, o Castelo sofreu inúmeras transformações, passando por quartel, prisão provincial e órgão da administração pública eslovênica. Sua restauração em 1980, transformou-o num local de eventos, exibições, concertos e recepções. A torre, a capela e uma cafeteria estão abertos para a visitação pública. O Castelo é utilizado pelos organizadores do Festival de Liubliana, um dos maiores eventos de verão da Eslovênia, que atrai visitantes de toda a Europa.
LIUBLIANA - SERVIÇOS
Como chegar – Liubliana é considerada a porta de entrada para os países do Leste Europeu. Está ligada por via rodo-ferroviária e aeroviária às principais cidades européias. Apenas 245 km de Veneza; 175 km de Viena; 570 km de Budapeste; 800 km de Frankfurt e a 1.250 km de Paris. Várias companhias aéreas chegam à Liubliana. A Adrià Airways é a linha aérea do país (www.adria-airways.com. O Brnik Airport – recentemente reformado está distante cerca de 23 km do centro da cidade. Do aeroporto, linhas de ônibus e vans, além de táxis, não levam mais do que 20 minutos até o centro.
Onde ficar - Brand-News ficou hospedado no Pri Mraku, um pequeno hotel da rua Rimska, 4 (Tel. 421-9600) (www.daj-dam.si) a poucas quadras do Centro Histórico da cidade. È o hotel ideal para quem quer ficar no centro e próximo das atrações turísticas. Para quem optar por mais luxo, o mais famoso é o Hotel Lev (Tel. 433-2155) ou o tradicional e mais antigo da cidade, o Grand Hotel Union (Tel. 308-1170).
O que comer - Além da cozinha internacional, a culinária eslovena é muito saborosa. Uma combinação de pratos vegetais suplementados pelo “karst prsut”, uma espécie de presunto seco e o vinho “Teran”, são deliciosos.
Peça também o “strukiji”, espécie de pão de forma recheado com carne e vegetais que pode também ser preparado em mais de 70 tipos diferentes, e o “zganci”, espécie de carne cozida. Mais para o litoral os frutos do mar fazem a grande atração da culinária eslovênica.
O que comprar – artigos de moda, peças e acessórios de couro, cristais e aparelhos de porcelana são alguns dos mais interessantes itens que você pode encontrar em lojas e departamentos. No Centro Histórico há lojas de antiguidades, um mercado das pulgas e objetos artesanais. Não deixe de visitar o Mercado Plecnik, uma atração, principalmente nos fins de semana.