Barcelona - muito o que ver, e admirar



Um dos lugares mais importantes e mais interessantes de Barcelona é, sem dúvida, o Bairro Gótico, uma região adaptada aos pedestres, com ruas estreitas e repletas de lojas, bares e restaurantes sempre repletos de turistas que ali chegam à procura de lazer e cultura, facilmente encontrados entre suas ruínas romanas, seus palácios medievais e igrejas góticas. (na foto, Casa Mila, ou Pedreira, de Gaudi)

Na Plaça Sant Jaume, localizada numa pequena elevação chamada Mons Taber, onde originalmente ficava um assentamento romano, com mais de dois mil anos, parece ser o coração da cidade. Quatro colunas do Templo de Augusto, que fica no cruzamento das Carrer Call, Bisbe e Ciutat ainda podem ser vistas. A praça agora hospeda os prédios do governo municipal (Ajuntament) e do governo regional catalão (Palau de la Generalitat), que estão posicionados um de frente para o outro. A fachada da Generalitat (1598-1602) é um dos poucos prédios renascentistas da cidade.
Perto dali está o lugar provavelmente mais fotografado do Bairro Gótico, a neogótica Pont dels Sospirs (Ponte dos Suspiros), uma construção de 1928, quando a idéia da área como um ‘Quarteirão Gótico’ decolou. Outras alterações do mesmo período são as decorações da Casa del Canonges (a antiga residência dos cônegos e agora escritórios da Generalitat), do outro lado da ponte. Um pouco mais para baixo na Carrer Bisbe está a Plaça Garriga i Bachs, com um monumento de bronze feito por Josep Llimona para os mártires de 1809, dedicado aos barcelonins que rebelaram contra Napoleão e foram executados.

Na Carrer Santa Llúcia, em frente à catedral, está a Casa de l’Ardiaca: originalmente uma residência do século 15, com um impressionante pátio azulejado. A enorme área aos pés da escadaria da catedral é a Plaça Nova, que abriga um mercado de antiguidades, local tradicional de festivais, shows de música e dança de sardana. No chão, na esquina sudeste da praça, está Barcino, um poema visual de Joan Brossa, instalado em 1994, que faz referência ao antigo nome de Barcelona – supostamente batizada pelos cartagineses em homenagem ao pai de Aníbal, Hamil Barca. Logo acima está o aqueduto romano: a arcada final dos dois aquedutos da cidade datada do século 1 d.C. está preservada dentro da torre que defendia o lado nordeste do portão. Também na praça está o Colégio dos Arquitetos, ou Associação de Arquitetos, em estilo de grafite que ilustra cenas folclóricas catalãs, desenhadas por Picasso no seu auto-exílio nos anos 1950.
Em frente à catedral está o Museu Diocesano de arte sacra. Do outro lado da catedral, encontra-se o pequeno, mas fascinante Museu Frederic Marès. O complexo hospeda o Museu d’Història de la Ciutat e abriga alguns dos prédios históricos mais importantes de Barcelona: o mirante à la Maurits Escher do século 16 e a Capella de Santa Àgata, onde há uma pedra sobre a qual os seios de Santa Ágata foram supostamente colocados quando os romanos os cortaram, em Catânia. Dizem que partes do palácio datam de antes do século 10 e, desde então, muitos anexos dignos de nota foram construídos – como o Saló del Tinell, do século 14, um salão medieval para banquetes que é a obra definitiva do Gótico Catalão. É aqui que Ferdinand e Isabella teriam recebido Colombo no seu retorno da América.

As ruas estreitas que convergem na Carrer Call foram um dia um rico gueto judeu. Na esquina da Carrer Sant Domènec del Call com a Carrer Marlet fica a sinagoga medieval, agora restaurada e aberta ao público. No número 1 da Carrer Marlet estão inscrições do século 12, de uma casa que há tempos foi destruída. Inscrições em hebreu podem ser vistas nas pedras do muro oriental da Plaça Sanr Iu, ao lado da catedral.
Nas imediações se encontra a pequena Plaça Sant Felip Neri e sua igreja barroca, cuja fachada avariada é o resultado de um bombardeio italiano durante a Guerra Civil – mais de 200 pessoas foram mortas, muitas delas crianças refugiadas, quando faziam seu passeio de domingo. Perto dali estão a atraente Plaça del Pi e a Plaça Sant Josep Oriol, onde há ótimos barzinhos de rua e feiras de artesanato aos fins-de-semana. As praças são separadas pela Santa Maria del Pi, uma das mais ilustres igrejas góticas de Barcelona, com uma magnífica janela rosácea e uma nave ampla. Do outro lado, está o salão neoclássico da associação dos varejistas, construído no século 17, com seus sgraffiti coloridos do século 18.

Apesar da expansão de Barcelona para Eixample, o centro antigo ainda é o centro da vida cultural, social e política da cidade. Na Carrer Montsió, uma rua estreita que sai do Portal de

 

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